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Blog Reabilitação
 


Artigo - [ 05/02 ]

Terapia Ocupacional e hábitos de vida saudáveis

Notícia publicada na edição de 05/02/2008 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 2 do caderno A - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.
 
 
Atualmente, programas de educação em saúde com o objetivo de prevenção de doenças vêm sendo priorizados nos serviços públicos

Hábitos saudáveis são fundamentais quando pensamos em qualidade de vida e estão intimamente ligados ao cotidiano, à saúde, ao bem-estar e à longevidade.

Doenças crônicas, como infarto do miocárdio, acidente vascular encefálico, obesidade, diabetes e câncer, comuns principalmente nas idades mais avançadas, podem ser prevenidas.

Atualmente, programas de educação em saúde com o objetivo de prevenção de doenças vêm sendo priorizados nos serviços públicos. Porém, qualidade de vida deve ser uma meta pessoal e depende principalmente dos hábitos cotidianos.

Cabe ressaltar que na vida agregam-se tanto os fatores do cotidiano quanto a forma como o sujeito experiencia sua realidade. Na compreensão da totalidade da vida diária deve-se considerar o processo através do qual o sujeito e a realidade concreta se relacionam.

Segundo Agnes Heller (2000), a vida cotidiana é constituída a partir de três tipos de objetivações do gênero humano, que constituem a matéria-prima para a formação elementar dos indivíduos: a linguagem, os objetivos (utensílios, instrumentos) e os usos (costumes) sociais.

A vida cotidiana é dominada por motivos pragmáticos, com conhecimentos limitados à competência no desempenho de tarefas rotineiras, aprendidas e aceitas pela cultura da qual a pessoa faz parte, e divide-se em dois setores: o de rotina e o de reflexão. Em ambos os setores ocorrem transformações. No primeiro, de forma predominantemente pragmática (o sujeito age voltado para a execução daquelas tarefas que se repetem e que não requerem um maior grau de atenção), enquanto que, no segundo, reflexiva (tarefas mais complexas, como escrever, conversar, jogar, etc.).

Assim, temos que a validade do conhecimento presente na vida cotidiana do sujeito é supostamente certa, somente até que uma nova ordem necessite ser estabelecida, ou seja, até que este sujeito se defronte com um problema que não possa ser resolvido apenas com o arsenal de conhecimento e habilidades de que dispõe naquele momento. Contudo, a vida cotidiana se enriquece durante o processo de resolução de problemas, visto que o sujeito incorpora novos conhecimentos e habilidades requeridas para resolvê-los.

Talvez, a participação em grupos de vivências e novas experiências, antecipando situações ou adaptando a pessoa o mais cedo possível a uma determinada situação de vida, como no trabalho desenvolvido por Terapeutas Ocupacionais, possa ser uma alternativa à resolução de problemas, adaptação a novas rotinas e, por conseqüência, o ganho de melhor qualidade de vida.

Ainda sobre os problemas que surgem na vida cotidiana, devemos atentar para um ponto relevante: a diferenciação entre os problemas de acordo com a forma como são experienciados e as conseqüências advindas desta experiência. Desta forma, os problemas são vivenciados enquanto parte da vida cotidiana, desde que se apresentem como descontinuidades da rotina. No entanto, há problemas que demandam tanta atenção do sujeito que são vivenciados como interrupções da rotina, e assim, afastam o sujeito da experiência no cotidiano.

É muito importante que as pessoas que desejam assumir maior controle no gerenciamento de sua saúde (o que aqui podemos entender como mudanças ou adaptações a novos hábitos cotidianos) realizem um diagnóstico de seu estado atual. Adotar bons hábitos não garante a vida eterna, mas certamente trará uma postura preventiva em relação a várias doenças.

Algumas atitudes são determinantes neste processo. Entre elas, o respeito aos ciclos de vida, com exames médicos periódicos; cuidar do cardápio, com uma alimentação saudável (o que às vezes pode depender de uma avaliação nutricional, determinando a dieta mais adequada, adaptada às necessidades ou possibilidades de cada pessoa); gerenciar o estresse, dedicando ao menos um dia da semana para fazer alguma coisa de que goste muito, bem como buscar sentido nas atividades e relações sociais; praticar atividade física ou exercícios adequados e orientados por um profissional da área da saúde; ter um sono reparador, que leve à restauração física e mental.

A doença e a saúde são pólos de uma mesma dimensão; tente posicionar-se sempre do lado da saúde, com medidas preventivas; diminua ou corte maus hábitos como cigarro, álcool, etc. Os objetivos de vida devem ser concretos; as metas de longo prazo dependem de metas de curto prazo, e a resiliência (como característica da personalidade) auxilia nos enfrentamentos e dificuldades do dia-a-dia.

Por fim, lembre-se: uma correta avaliação e a adaptação a novos hábitos ou rotinas de vida, bem como assumir novos papéis, compromissos ou responsabilidades, podem exigir a orientação de um profissional. Neste caso, procure sempre um Terapeuta Ocupacional.

Adriano Conrado Rodrigues (adriano. rodrigues@uniso.br) é professor do curso de Terapia Ocupacional da Universidade de Sorocaba (Uniso)

Esta matéria foi acessada 92 vez(es).


Escrito por Prof. Adriano às 02h02
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Tentei enviar essa divulgação para o site do CREFITO-3 e veio essa mensagem:

 Microsoft OLE DB Provider for SQL Server error '80040e14'

Could not find stored procedure 'sp_inspedido1'.

/app_site/ouv_form_grava.asp, line 175

 

Pelo jeito não foi... se alguém conhecer outro canal, por favor encaminhe.



Escrito por Prof. Adriano às 15h00
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"Nas dificuldades físicas, mentais ou sociais...

 NOSSA MISSÃO É MANTER VOCÊ ATIVO."

Consulte um Terapeuta Ocupacional

Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional.

(PRONTO CREFITOS... O MAIS DIFÍCIL EU JÁ FIZ - DESENVOLVI A DIVULGAÇÃO! AGORA É SÓ DIVULGAR...E A TERAPIA OCUPACIONAL ESTÁ PRECISANDO... CURSOS ESTÃO FECHANDO, E ISSO NÃO SE EXPLICA SÓ POR CONTA DA SITUAÇÃO SÓCIO-ECONÔMICA DOS ESTUDANTES!!! -  Olhem o conselho de Odonto fazendo sua parte... e eles nem precisam tanto!!!!



Escrito por Prof. Adriano às 14h46
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Definição de Terapia Ocupacional...

... ainda na proposta de como seria um "OUTDOOR" da Terapia Ocupacional, temos que pensar em uma definição fácil de ser entendida (pq. adoramos complicar!)

...vamos lá: "Área da saúde e reabilitação que propõe atividades para que as pessoas entrem em contato com as suas dificuldades, quer sejam físicas, mentais ou sociais, e a partir daí, aprendam a superá-las".

- palavras chaves: "atividades" e "dificuldades"

...então: "Nossa missão é manter as pessoas ativas"... estamos chegando lá...

"Nas dificuldades físicas, mentais ou sociais...

 NOSSA MISSÃO É MANTER AS PESSOAS ATIVAS."

Consulte um Terapeuta Ocupacional

Muito bom!!??



Escrito por Prof. Adriano às 13h46
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Turma da disciplina de Páticas Institucionais em aula, no Conjunto Hospitalar de Sorocaba - curso de TO - UNISO

Humanização das práticas de saúde em ambiente hospitalar... e a abordagem da TO neste contexto.

 



Escrito por Prof. Adriano às 11h06
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Olha que legal!!!!

Sempre que vou de São Paulo à Sorocaba, pela Castelo Branco, logo após o primeiro pedágio, fico contente pelos colegas dentistas... que atitude legal do Conselho Regional de Odontologia....

Como seria um similar para a Terapia Ocupacional??? ou para a Físio??? ou para a Fono??? Vamos ajudar nossos Conselhos a pensar???!!!!!

 



Escrito por Prof. Adriano às 10h55
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Resumos de Patologia Aplicada

Alterações do Sono

1/3 da vida passamos dormindo.

 Incapacidade de se envolver em períodos adequados de sono; leva ao comprometimento funcional.

 Vigília: Atividade mental e gasto de energia (estar consciente do meio externo; receber e responder as informações sensoriais).

 Sono: Consolidação das informações adquiridas na fase de vigília, em diferentes partes do cérebro (estado de consciência diminuída; o indivíduo não processa de forma eficaz as informações sensoriais)

Restabelecimento de energia e reparo dos tecidos dos sistemas corpóreo.

             Hormônio do crescimento: é produzido de forma cíclica (ciclo sono – vigília: o crescimento e reparo tissular).

            Ritmo Circadiano: influencia da luz e das atividades em andamento.

            Classificação Internacional de Desordens do Sono:

q       Dissonias, distúrbio da iniciação e manutenção do sono, e distúrbio do sono excessivo.

q       Parassonias, não responsáveis pela manutenção do ciclo sono-vigília, mas que constituem fenômenos indesejáveis durante o sono.

q       Distúrbios do sono associados a outros distúrbios médicos ou psiquiátricos.

q       Distúrbios do sono propostos, como as rupturas do sono induzidas pela gravidez.

            Dissonias: distúrbios que produzem sonolência excessiva ou dificuldade para iniciar ou manter o sono. Principal causa de sono comprometido ou vigília comprometida.

            Tipos:

            Distúrbios do ritmo circadiano:

- Síndrome do sono-vigília de não-24 horas. Falta de sincronia entre o ritmo interno e o dia externo. A maioria das pessoas com este distúrbio é cega ou apresenta lesões cerebrais.

 - Desvios agudos no ciclo sono-vigília: Alterações maiores que 2 horas para mais ou para menos na sincronia do ciclo sono-vigília (24 hs.). Ex. viagens internacionais, turno de trabalho, etc.

             Tratamento: participação em eventos sociais, exposição a luz natural, dormir ao meio dia, dormir na escuridão absoluta durante o dia.

             Distúrbio de alteração nas fases do sono: alterações comportamentais no ciclo sono-vigília, ou hábitos inadequados de dormir.

            - Síndrome da fase de sono retardada: dificuldade para dormir e depois para acordar (mais comum na adolescência).

           - Síndrome da fase de sono avançada: dormir cedo e acordar cedo; problemas em permanecer acordado durante à noite (mais comum no idoso).

             Tratamento: estabelecer horários, alarmes, luz intensa matinal, atividade física pela manhã, avaliar alterações psicopatológicas.

             Insônia:

- É o mais comum dos distúrbios de sono (mulheres; aumenta com a idade)

- Sono insuficiente e não restaurador

- Leva a conseqüências diurnas como cansaço falta de energia, dificuldade de concentração e irritabilidade.

- Pode ser causada (aguda ou transitória) por dormir em ambiente não familiar, estresse, ambiente desconfortável ou inapropriado, alterações de horário de trabalho, etc, ou (crônicos) alterações psiquiátricas, abuso de drogas, abstinência, agravos de doenças durante à noite (ICC, respiratória, gástrica, etc).

             Narcolepsia:

- Distúrbios de crises diurnas de sono, cataplexia (fraqueza muscular breve), alucinações no início do sono, e paralisia do sono ( 80% já adormeceram enquanto dirigiam ou trabalhavam).

- A sonolência diurna é um sintoma inicial.

- Nenhuma quantidade de sono noturno produz alerta diurno completo.

- Os períodos de sono diurno são breves (30 min.).

- Segunda ou terceira décadas de vida.

Tratamento: medicamento estimulante, prevenção da privação de sono, horas regulares para dormir e acordar, ambiente estimulante de trabalho, e cochilos programados.

             Distúrbios motores do sono: movimentos periódicos durante o sono, podendo interrompê-lo.

- Distúrbio dos movimentos periódicos dos membros (Babinski).

- Síndrome das pernas inquietas (urgência irresistível em mover as pernas, por sensação desagradável - SNC).

- Tratamento farmacológico.

             Apnéia Obstrutiva do Sono: distúrbio importante, e de ameaça potencial à vida.

- Períodos breves de interrupção da respiração durante o sono (10 seg. ou mais).

- 5 ou mais eventos por noite, e sonolência excessiva diurna.

- Pode ser obstrutiva (ronco, obesidade) ou central.

- Maior em sexo masculino, obesidade e maior idade; relaciona-se com abuso de álcool.

- Tratamento: perda de peso, eliminação de álcool e sedativos, postura adequada no leito (lateral), ou cirúrgico (correção da obstrução das vias aéreas ou tubo na traquéia).

             Parassonias: fenômenos físicos indesejáveis que ocorrem ou são exagerados durante o sono.

 -   Pesadelos: relacionados a estresse pós traumático.

 - Sonambulismo: comportamentos autônomos complexos (vagar sem rumo, arrumar a mobília, urinar no guarda-roupa, etc).

 -   Terror noturno: grito súbito, alto e aterrorizado.

             Podem ser indicativos de outras patologias (ICC, tumor cerebral, distúbios do ciclo sono-vigília).

            Tratamento: regular horários de sono, histórico clínico e psiquiátrico, segurança, farmacológico.



Escrito por Prof. Adriano às 00h55
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Resumos de Patologia Aplicada

Alterações na função e na integridade da pele

 

            A pele funciona como uma interface entre o meio corporal interno e o externo.

            Por isso os distúrbios de pele representam o resultado das forças ambientais e do funcionamento interno do corpo.

 

            Agentes patogênicos:

Luz solar.

Insetos.

Agentes infecciosos.

Substâncias químicas.

Agentes Físicos.

Etc.

 

- Evidencia disfunções de outros órgãos.

- Reflete o estado emocional e afeto.

 

            Manifestações dos distúrbios da pele:

Rashes: erupções temporárias da pele (doença da infância, calor, irritações pela fralda, reações induzidas por drogas).

 

Lesão: perda traumática ou patológica da continuidade do tecido normal, da estrutura ou da função.

 

- Os componentes de um rashe, são, algumas vezes, denominados lesões.

- Os rashes e lesões podem variar de tamanho.

 

            Podem ser:

Descorados (brancos).

Eritematosos (avermelhados).

Hemorrágicos ou arroxeados (contendo sangue).

Pgmentados.

 

            Tipos de lesões:

Bolhas: vesícula ou pápula preenchida com fluido. (origem por fricção ou queimadura)

O rompimento da bolha não é aconselhável pelo risco de infecção secundária.

 

Calosidade: Placa hiperceratótica (hiperplasia das cels, formando uma camada cornificada) de pele, provocada por pressão ou fricção crônicas.

Podem ser raspados ou removidos cirurgicamente. Pode recidivar.

 

Prurido: coceira; se generalizada, sem uma doença de pele primária, pode ser sintoma de outros distúrbios orgânicos, como doença renal crônica, Diabetes, etc.

            Coçar pode levar a escoriações da pele e vasodilatação, aumentando a coceira. Aplicações de frio podem aliviar e prevenir lesões de pele.

 

Pele seca: Xerose; pode ocorrer por processo de envelhecimento ou como sintoma de distúrbio da pele ou distúrbios sistêmicos subjacentes.

Ocorre por desidratação do estrato córneo (diminuição na secreção da umidade pelas glândulas sudoríparas e de óleo pelas glândulas sebáceas). Prurido e desconforto podem acompanhar este processo.

Tratamento: combater a causa; agentes hidratantes.

 

Câncer de pele: Exposição aos raios ultravioleta do Sol. (principal causa)

Filtros solares – prevenção. (agentes protetores que atuam pela reflexão bda luz solar ou impedem sua absorção).

Queimadura do Sol – reação inflamatória eritematoza que varia de leve a grave.

 

            Distúrbios primários da pele:

- Alterações na pigmentação

- Infecções fúngicas, bacterianas ou virais.

- Reações de hipersensibilidade e alérgicas.

- Infecções por insetos

 

Distúrbios Pigmentares: função dos melanócitos aumentada, diminuída ou ausente.

 

Distúrbios Infecciosos: organismos que invadem a pele, provocam respostas inflamatórias, rashes e lesões que rompem a superfície da pele.

 

Exemplos:

- Escabiose (sarna)

            - Pediculose (piolho)

            - Carrapatos

 



Escrito por Prof. Adriano às 00h48
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Resumos de Patologia Aplicada

Alterações Psiquiátricas

 

            Alterações no humor, pensamento e comportamento, as quais impedem o desempenho funcional em uma ou mais esferas da vida.

             Causas: Relações interpessoais  (psiquiatria psicossocial).

             Alterações na estrutura ou atividade cerebral (psiquiatria biológica).

- Determinam a terapia a ser utilizada para a doença.

              Psicoses  - Psicose maníaco – depressiva (componente afetivo).

                - Esquizofrenia (sem componente afetivo).

  

                        Integração do Pensamento, Humor, Aprendizagem e Cognição:

Comportamento: influências ambientais processadas através da aprendizagem e memória.

Aprendizagem: Aquisição do conhecimento.

Memória: estocagem e recuperação do que foi aprendido.

(Alterações nesses mecanismos influenciam o comportamento)

           

Alterações do Pensamento e da Vontade

            Esquizofrenia: desconexão entre pensamento e linguagem.

Início entre 20 e 35 anos de idade.

            Caracterizada por:

sintomas positivos – refletem a presença de comportamentos anormais, fala desorganizada e incompreensível, delírios, alucinações, catatonia. Observa-se ainda palavras inventadas (neologismos), descarrilamento (fugir do assunto), tangencialidade (incapacidade de fixar-se no ponto original), incoerência ou salada de palavras (palavras desconectadas). Os sons podem ser mais penetrantes e as cores mais brilhantes (sobrecarga sensorial por perda da habilidade de filtrar estímulos).

            Sintomas negativos: ausência de comportamentos social e interpessoal normais, alogia (falar pouco), avolição (perda da motivação por atividade orientada), apatia, diminuição afetiva, anedonia (incapacidade de ter prazer).

Esquizofrenia paranóide: delírios de perseguição ou de grandeza. Alucinações auditivas.

Esquizofrenia desorganizada: desintegração da personalidade e predominância dos sintomas negativos.

Esquizofrenia catatonica: distúrbio psicomotor intenso (retardamento ou excitação), negativismo, movimentos peculiares (fazer caretas, posições e ecolalia ou ecopraxia)

           

 Distúrbio do Humor

            Depressão: Distúrbio da emoção, e não do pensamento.

Unipolar – humor persistentemente desagradável.

Bipolar – períodos alternantes de depressão e mania.

            Manifestações: Humor deprimido, anedonia (sem prazer), sentimento de desvalia ou culpa excessiva, concentração diminuída, agitação ou retardamento psicomotores, insônia ou hipersonia, libido diminuída, alteração no peso ou no apetite, pensamento de morte ou ideação suicida.

 

            Distúrbio da Ansiedade

            Síndrome do Pânico: sintomas neurológicos (tontura ou vertigem, parestesias, desmaios), sintomas cardíacos (taquicardia, dor no peito, palpitações), sintomas respiaratórios (falta de ar, sufocação), e sintomas psicológico (sensação de perigo iminente, medo de morrer e irrealidade).

            T.O.C.: caracteriza-se por obsessões (pensamentos repetidos) e compulsões (atos repetidos), que consomem tempo e provocam sofrimento no indivíduo. Geralmente a pessoa reconhece que os rituais são insensatos.



Escrito por Prof. Adriano às 00h47
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Alterações na Resposta Imune

 

 Rede Imune Humana – Sistema de defesa: microorganismos invasores; impedir a proliferação de cels cancerosas; cura de tecidos lesados.

       -          Em condições normais, retarda ou impede doenças.

 -          Em condições alteradas (ativação inadequada, incorreta ou mal dirigida do sistema imune), pode acarretar doenças debilitantes ou com risco de vida para o indivíduo; são caracterizadas pelos estados de imunodeficiência, reações alérgicas ou de hiper sensibilidade, fisiopatologia dos transplantes e doenças auto-imunes.

Defeito no desenvolvimento embrionário, relacionado ao cromossomo 22 – insuficiência parcial ou total do desenvolvimento do Timo e das glândulas paratireóides, associadas a defeitos congênitos da cabeça, pescoço e coração.

Ocorre a ausência de produção de imunoglobulinas devido ao distúrbio de imunidade das células T, e ausência da função das células T auxiliares. Como tratamento, quando indicado, têm-se o transplante de Timo ou de medula óssea para a restauração de populações normais de células T.

As imunodeficiências secundárias das células T estão relacionadas a infecções viróticas agudas (Sarampo, Citomegalovírus) e certas condições malignas (linfomas). Ocorre a infecção direta de sub populações específicas de linfócitos T por vírus linfotrópicos, como a HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana), e o vírus Herpes humano Tipo 6; podem ocasionar perda da função celular e a depleção seletiva do subtipo, com perda da função imunológica relacionada a este subtipo

 As imunodeficiências combinadas das células B e T abrangem um espectro de condições hereditárias (autossômicas recessivas ligadas ao X). Uma única mutação em um dos muitos genes que influenciam o desenvolvimento ou a resposta dos linfócitos, incluindo aos receptores para as linfocinas, citocinas, ou antígenos de hitocompatibilidade maior, pode levar à imunodeficiência combinada. O resultado final é a desorganização do sistema normal de combinação entre os linfócitos B e T, bem como a alteração da resposta imune.

            Nos distúrbios do Sistema do Complemento, a atuação da rede do complemento (parte integrante da resposta imunológica normal) promove a quimiotaxia, opsonização e fagocitose dos patógenos invasivos, a bacteriólise e reações anafiláticas.

            Alterações nos níveis normais do complemento ou ausência de um componente específico do complemento podem ocasionar maior propensão à doenças infecciosas e distúrbios imunológicos (ex. anemia hemolítica e distúrbios vasculares do colágeno)

 -          Primários: quando esta condição é hereditária

 -          Secundário: quando esta condição se desenvolve a partir de outro processo mórbido (síntese reduzida dos componentes, como ocorre na Cirrose Hepática Crônica ou Desnutrição).

Nos distúrbios da fagocitose, o sistema fagocitário constitui-se principalmente por leucócitos polimorfonucleares (neutrófilos e eosinófilos) e fagócitos mononucleares (monócitos circulantes e macrófagos teciduais e fixos – esplênicos).

            Doenças Auto-imunes - Para funcionar de modo adequado, o sistema imune deve ser capaz de diferenciar os antígenos estranhos dos antígenos da própria pessoa.

            O que determina este processo é a existência de um alto grau de tolerância imunológica do indivíduo aos próprios antígenos, o que impede a auto-agressão do organismo.

            Os distúrbios auto imunes decorrem da ruptura na integridade da tolerância imune, de tal modo que uma resposta imune humoral ou celular pode ser organizada contra os tecidos ou antígenos do hospedeiro, causando lesões localizadas ou sistêmicas.

            As doenças auto imunes podem alterar quase todas as células ou tecidos do corpo. Podem ser: hematológicas, reumatológicas, neurológicas e endócrinas; podem ainda ser específicas de um tecido ou alterar múltiplos órgãos e sistemas.

 

            Doenças Reumáticas Sistêmicas Auto-Imunes

 

            Grupo de doenças crônicas caracterizadas por lesões vasculares inflamatórias difusas e por alterações degenerativas do tecido conectivo. Estes distúrbios tem características clínicas semelhantes, e podem acometer os mesmos órgãos.

 Artrite Reumatóide: Etiologia ?; presença do fator reumatóide, um anticorpo que reage com um fragmento da imunoglobulina G, formando um imuno complexos. O fator reumatóide é encontrado no sangue, liquido sinovial e membrana sinovial. Precipita processos inflamatórios (linfócitos e plasmócitos adicionais, levando a uma cadeia de eventos que perpetua esta condição).

Com o avanço do processo inflamatório as células sinoviais e o tecido sinovial apresentam hiperplasia reativa. A vasodilatação e o aumento do fluxo sanguíneo causam calor e rubor. O edema decorre da maior permeabilidade capilar que acompanha o processo inflamatório.

            Esse tecido de granulação vascular destrutivo, denominado pannus, estende-se até a sinóvia, uma região de óssea. O pannus tem um efeito destrutivo sobre a cartilagem e osso adjacentes. Esta condição leva a redução do movimento articular e a possibilidade de anquilose.

            O envolvimento articular geralmente é simétrico e poliarticular. A pessoa pode queixar-se de dor e rigidez articular.

           Lúpus Eritematoso Sistêmico: Doença inflamatória crônica que pode acometer todos os órgão e sistemas, incluindo o sistema músculoesquelético.             

Caracteriza-se pela formação de auto-anticorpos e imunocomplexos e hiper- reatividade das células B. A predisposição genética evidencia-se pela ocorrência-se de casos familiares. Estudos sugerem que um desequilíbrio nos níveis de hormônios sexuais podem contribuir para o desenvolvimento da doença.         

A evolução da doença caracteriza-se por exacerbações e remissões.                       

Alguns raros casos levam à morte em semanas ou meses.

Artralgia e artrite estão entre os sintomas iniciais da doença. Outras manifestações são tenossinovite, ruptura dos tendões infra-patelar e de Aquiles, bem com necrose avascular da cabeça femoral. As manifestações cutâneas podem variar, como erupções cutâneas, urticária e coloração cianótica da pele. É comum a queda de cabelo e lesões das membranas mucosas, e sensibilidade ao sol. O envolvimento renal ocorre em 50% dos casos. O envolvimento pulmonar ocorre em 40% dos casos, e a pericardite ocorre em 30% dos casos.

            Esclerose Sistêmica: Escleroderma; pode envolver pulmões, esôfago, coração, duodeno e rins. Neste distúrbio a pele fica espessada por fibrose, fixando-se as estruturas subdermicas (tendões e músculos). Maior prevalência em negros e mulheres. Leva a atrofia muscular, dor, edema, calcificação e artrodese. Quando envolve coração e pulmões ou rins pode ser predicativo de sobrevida mais curta.

Espondilite Equilosante: Doença inflamatória sistêmica crônica do esqueleto axial, envolvendo as articulações sacro ilíacas, espaços discais intervertebrais e articulações costovertebrais.

Os locais de inserção óssea dos ligamentos apresentam erosão por células inflamatórias com a formação subseqüente de osso entrelaçado. Pode causar fibrose, calcificação das articulações, progredindo para anquilose (o osso substitui um ligamento em toda a sua extensão).

Artropatias induzidas pelos cristais (doenças metabólicas relacionadas aos estados reumáticos): o depósito de cristais nas articulações produz artrite.

Ex.: Gota (cristais de urato monossódico ou acido úrico são encontrados na cavidade articular.



Escrito por Prof. Adriano às 00h41
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Resumos de Patologia

Alterações na Função Esquelética

 

            Crescimento e remodelamento ósseo:

            Inicia-se no período embrionário, a partir da mesoderma (fina camada média de tecido embrionário), na quarta semana do embrião; por volta da nona semana, inicia-se a ossificação. (os raios dos dedos são evidentes entre o 41 e 43 dias de desenvolvimento embrionário.

 

            Duas primeiras décadas de vida: crescimento geral.

- Placa epifisária de crescimento – gera células de cartilagem, que tornam-se metabolicamente inativas e são substituídas por células ósseas. Este crescimento permite que não ocorram alterações na forma do osso e ruptura da cartilagem articular.

- As células na placa de crescimento param de se dividir na puberdade, momento em que a epífise e a metáfise se fundem.

 

            Fatores de influência no crescimento celular da placa epifisária de crescimento:

- Separação epifisária pós-trauma: os vasos sanguíneos que nutrem a epífise atravessam a placa de crescimento; estes vasos se separam quando a placa de crescimento se separa.

- Alterações nutricionais e metabólicas: escorbuto – déficit de vitamina C; desacelerarão do crescimento na placa epifisária cessando o crescimento diafisário. Raquitismo – déficit de vitamina D, a calcificação do osso recém desenvolvido na fase metafisária da placa de crescimento fica prejudicada.

- Alterações hormonais (tireóide e crescimento) influenciam o crescimento normal.

- Contratura de flexão dos ombros, cotovelos e joelhos: são freqüentes em neonatos, porém deve desaparecer entre os 4 e 6 meses de vida. A avaliação musculoesquelética do neonato é importante para identificar alterações que exijam intervenção precoce.

 

            Deformidades hereditárias ou congênitas:

- Deformidades congênitas: alterações presentes ao nascimento. Podem variar de simples formações de membranas entre os dedos (sindactilia), a presença de digito extra (polidactilia) ou ausência de um osso, como a falange, costela ou clavícula.

Ocorre por influências genéticas e agentes externos que lesam o feto (radiação, álcool, drogas, viroses) e fatores ambientais intra-uterinos.

            As doenças associadas com anormalidades na matriz óssea são aquelas com síntese deficiente de colágeno e massa óssea diminuída.

            Da 4ª.à 7ª.semana de gestação é considerado o período mais vulnerável para o desenvolvimento de deformidades nos membros.

 

            Genu Varum: pernas arqueadas – após 2 anos, maior que 15º.é indicado o uso de órtese.

 

Genu Valgum: joelhos batendo; ligamentos colaterais mediais do joelho frouxos podendo ser exacerbada se a criança senta na posição de W - maior que 15º., unilateral, estatura baixa, necessita de intervenção/ tratamento. Até os 8 anos de idade deve estar resolvido.

 

Pé chato, pé plano: ausência do arco longitudinal do pé. Até que o arco longitudinal se desenvolva aos 2 ou 3 anos de idade, todas as crianças apresentam pés chatos. Pode ser: rígidos (dor – cirurgia para correção), ou flexíveis (geralmente evoluem com calçado comum).

 

Osteogêneses Imperfecta: síntese defeituosa de colágeno. Ossos delgados e mal desenvolvidos, propensos a fraturas múltiplas.

Tratamento: prevenção e intervenção nas fraturas.

 

Displasia do desenvolvimento do quadril (luxação congênita do quadril): casos menos graves – lassidão da cápsula articular e sub-luxação. Casos mais graves – luxação (a cabeça do fêmur separa-se para fora do acetábulo).

Diagnóstico precoce: tratamento mais fácil e eficaz se iniciado nos 6 primeiros meses de vida.

 

Escoliose: desvio lateral da coluna.

- Congênita

- Neuromuscular

- Idiopática

Diagnóstico: exame físico e radiográfico

Tratamento: controle da progressão – alinhamento da coluna, órtese, terapia ou cirurgia.

 

Distúrbios Metabólicos do Osso (osteopenia): tem origem no processo de remodelamento ósseo que envolve uma seqüência ordenada de reabsorção óssea, formação de osso novo pelos osteoblastos e mineralização de tecido osteóide recém formado.

 

Osteoporose: perda maior da massa óssea total devido ao desequilíbrio entre absorção óssea e formação óssea, relacionada ao processo de envelhecimento e níveis diminuídos de estrógeno em mulheres.

 

Ósteomalacia: representa um amolecimento do osso devido à mineralização inadequada provocada pela deficiência de cálcio ou fosfato.

 

Doença de Paget: distúrbio que envolve distribuição e reparo ósseo excessivos, resultando em deformidades dos ossos longos, coluna, pelve e crânio.

 

Neoplasias:

As neoplasias no sistema esquelético são denominadas tumores ósseos.

- Tumores ósseos primários: benignos ou malignos podem surgir de qualquer componente esquelético (tecido, cartilagem, medula óssea).

- Doença óssea metastática.

            Os tumores do tipo benigno, como os osteocondromas e os tumores das células gigante, tendem a crescer lentamente, e não destroem o tecido de apoio ou circundante, nem se disseminam para as outras pares do corpo.

            Os tumores malignos, como osteosarcoma e o sarcoma de Ewing, crescem rapidamente e podem se disseminar para as outras partes do corpo através da corrente sanguínea ou sistema linfático.

            Principais sintomas: dor, presença de massa e comprometimento da função.

            A dor é uma característica comum a quase todos os tumores malignos, mas pode ocorrer ou não com os tumores benignos. (um cisto ósseo benigno geralmente é assintomático, até que ocorra a fratura). A dor que persiste à noite e não é aliviada pelo repouso sugere malignidade. Massa ou caroço duro podem ser o primeiro sinal de tumor ósseo.

            Os tumores benignos e malignos podem corroer o osso até o ponto em que este não mais suporta o esforço do uso comum, podendo precipitar uma fratura patológica. Pode ainda produzir pressão sobre o nervo periférico, causando alteração de sensibilidade ou limitação de movimento.



Escrito por Prof. Adriano às 00h30
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Resumos de Patologia Aplicada

Alteração na Função Cerebral

 

            Cérebro: protegido pela caixa craniana e seu amortecimento se dá pelo líquido cefalorraquidiano.

Barreira Hematoencefálica: mecanismo regulador – equilíbrio metabólico e imunológico.

Mecanismos de Lesão: traumatismos, tumores, AVE, distúrbios metabólicos e distúrbios degenerativos Lesão Hipóxica e Lesão Isquêmica

Para que a glicose seja metabolizada, gerando ATP, é necessário um grande aporte de oxigênio. (O cérebro recebe 1/6 do débito cardíaco sanguíneo, e 20% do aporte corporal de oxigênio).

            Por isso, a privação de oxigênio e de fluxo sanguíneo pode ter um efeito prejudicial sobre as estruturas cerebrais.

 

Hipóxia: privação de oxigênio com fluxo sanguíneo mantido. (Exposição atmosférica reduzida, envenenamento por monóxido de carbono, anemia grave e pouca oxigenação do sangue – anóxia – o que pode levar a parada cardíaca ou a isquemia).

 

Isquemia: situação de fluxo sanguíneo reduzido ou interrompido. Focal – AVE – global – parada cardíaca.

 

Conseqüências da Perfusão Cerebral Comprometida:

10 seg. – depleção de oxigênio.

2-4 min. – depleção de glicose.

2-4 min. – conversão para o metabolismo anaeróbico.

                 4-5 min. – exaustão de ATP celular.

 

Edema Cerebral: é o aumento do volume tissular secundário ao acúmulo anormal de líquido; tende a elevar a pressão intracraniana.

 

Hidrocefalia: ocorre o aumento do compartimento do líquido cefalorraquidiano com o aumento anormal do volume deste líquido. Pode ser causada por absorção diminuída ou produção excessiva  Leva ao aumento da pressão intracraniana.

 

            Manifestações de Lesão Cerebral Global:

 

Consciência: é o estado de percepção de si próprio e do meio, bem como de ser capaz de tornar-se orientado para novos estímulos. Envolve o despertar e o alerta, e a cognição.

 

Níveis de Consciência:

 

Confusão: comprometimento da habilidade de pensar claramente e de perceber, responder a, e lembrar-se de estímulos correntes.

 

Delírio: estado de consciência perturbada com desassossego motor, alucinações transitórias, desorientação.

Embotamento: estado de alerta diminuído com déficit psicomotor associado.

 

Torpor: indivíduo consciente, mas com pouca ou nenhuma atividade espontânea.

 

Coma: estado não-exitável e não responsivo a estímulos externos ou necessidades internas.

 

Morte Cerebral: perda irreversível da função do cérebro e tronco cerebral.

 

Estado Vegetativo Persistente: perda de todas as funções cognitivas e falta de conscientização de si próprio e do meio. Permanecem as funções reflexas e vegetativas.

 

Incapacidades Prolongadas

 

Déficits motores: lesão do córtex motor.

 

                        Problemas da Linguagem e da Fala:

 

Linguagem: formulações simbólicas; informações transmitidas oralmente ou graficamente.

 

Fala: ato mecânico de articular a linguagem; motor.

 

Disartria: articulação imperfeita dos sons da fala.

 

Afasia: graus variados de incapacidade de entender, integrar e expressar a linguagem.

 

Negação: negação da metade do corpo e do ambiente em tal lado do corpo. Perda da consciência do déficit.

 

Meningite: inflamação da pia-máter, aracnóide e espaço subaracnóide preenchido por LCR; provocada por infecção ou alteração química. Pode levar a edema cerebral e seqüelas neurológicas permanentes. Caracteriza-se por febre, cefaléia e rigidez na nuca.



Escrito por Prof. Adriano às 00h29
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Resumos de Patologia Aplicada

Alterações na Função Motora

 

21º.semana de gestação: motricidade

Nascimento: alguns movimentos coordenados

1º.e 2º.anos de vida: desafio da gravidade (sentar, levantar, andar, correr, pular, escalar).

SNC/ SNP

Função motora:

1- movimento (programas motores/ auto-organização em função do ambiente)

2- manutenção da postura.

Depende de: unidade neuromuscular (neurônios motores, junção mioneural, fibras musculares), medula espinhal (circuito reflexo básico para a postura e o movimento), vias descendentes de circuitos do tronco cerebral, cerebelo, núcleos basais e o córtex motor.

Movimento coordenado: ação de 2 grupos musculares ou mais (agonistas, antagonistas, e sinergistas)

 Neurônios motores superiores – córtex cerebral

Neurônios motores inferiores – medula espinhal

Sistemas motores: sistema piramidal (vias motoras que se originam no córtex motor e terminam nas fibras cortico-bulbares, tronco cerebral e cortico-espinhais), sistema extra- piramidal (via mais primitiva que se projeta do córtex e núcleos basais para o tronco cerebral e sistemas retículo espinhais – não atravessam a medula).

Tônus muscular: tensão muscular normal, decorrente de reflexo miotático.

Hipertonia: espasticidade.

Hipotonia: diminuição do tônus.

·                                Paralisia/Plegia: ausência de movimento.

·                                Paresia: diminuição de movimento.

·                                Anestesia: ausência de sensibilidade.

·                                Parestesia: diminuição da sensibilidade.

·                                Clônus: reflexo da medula espinhal.

·                                Rigidez: endurecimento.

·                                Bradicinesia: movimento lento.

·                                Atrofia muscular: enfraquecimento das células musculares.

·                                Distrofia muscular: deterioração progressiva dos músculos esqueléticos.

·                                Tremor: contrações oscilatórias ou movimentos rítmicos dos músculos.

·                                Tiques: movimentos de ocorrência irregular, coordenados, estereotipados, repetitivos e breves.

·                                Coréia: movimentos breves, rápidos, em arrancos irregulares, coordenados e graciosos.

·                                Atetose: movimentos contínuos de girar e virar-se, lentos, associados à espasticidade.

·                                Balismo: movimentos violentos dos membros, semelhantes a arremesso ou varredura.

·                                Distonia: manutenção anormal da postura resultante de movimento de giro ou torção dos membros, pescoço ou tronco (contorcidas).

·                                Discinesias: movimentos rítmicos, repetitivos e bizarros que envolvem a face e a boca (os membros são acometidos com menor freqüência).

 



Escrito por Prof. Adriano às 00h27
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Resumos de Patologia Aplicada

Alterações na Função Somatossensorial e Dor

 

            Mecanismos somatossensoriais

            Fonte contínua de informações sobre o corpo, o mundo externo e a interação entre os dois.

            Possibilita a conscientização das sensações corporais como o toque, temperatura, posição do corpo no espaço e dor.

            Inclui também os sentidos especiais da visão, audição, olfato e paladar.

            É composta de terminações nervosas individualizadas na pele e em outros tecidos corporais.

            Entre 2 e 3 milhões de neurônios sensoriais aportam um fluxo constante de informações codificadas. Apenas pequena proporção dessa informação torna-se consciente; a maioria promove o input essencial para uma gama de mecanismos reflexos e automáticos que nos mantém vivos e administram as funções corporais.         O sistema sensorial pode ser conceituado como uma sucessão seriada de neurônios, organizados da seguinte forma:

- Neurônios de primeira ordem – transmitem informações sensoriais da periferia para o SNC (medula espinhal).

- Neurônios de segunda ordem – transmitem informações da medula espinhal para o tálamo.

- Neurônios de terceira ordem – transmitem informações do tálamo para o córtex cerebral.

 

Dor

 

            Experiência sensorial e emocional desagradável.

            Associada a dano tissular real (percepção à dor) e potencial (reação à dor).

            É considerada uma reação individual, influenciada pela atenção, motivação, experiência passada e a importância da situação; envolve estruturas anatômicas, comportamentos fisiológicos, fatores psicológicos, sociais, culturais e cognitivos.

            Quando intensa, a dor altera o desempenho do indivíduo nas atividades cotidianas, tomando sua atenção.

A dor é um sistema de aviso precoce, normalmente protetor.

 

      Mecanismos e Vias da Dor:

 

           Contexto da lesão tissular. Nocicepção = sensação da dor

            Estímulos nociceptivos: estímulos que podem causar dano tissular (o reflexo da retirada é decorrente de um estímulo nociceptivo).

            Mecanismos de modulação da dor: neuronônios de primeira, de segunda e terceira ordem.

            Os nociceptores respondem à experiência da dor, a estímulos mecânicos, térmicos e químicos.

 

            Limiar da Dor e Tolerância:

 

Tem relação com a resposta individual a um estímulo doloroso.

            Limiar da dor: Ponto ou momento em que um estímulo é percebido como doloroso.

            Tolerâcia à dor: experiência total da dor; intensidade máxima ou a duração de dor que um indivíduo suporta até que queira que algo seja feito em relação a dor.

            O Limiar de dor é razoavelmente uniforme de uma pessoa para outra, e a tolerância à dor é extremamente variável.

 

           Tipos de Dor:

 

            As classificações mais aceitas são de acordo com a localização(cutânea – bem definida, profunda – difusa e latejante ou visceral – difusa e mal definida).

- Dor referida: percebida em local diferente de seu ponto de origem, mas inervado pelo mesmo segmento espinhal.

- Dor aguda: persiste por menos de seis meses.

- Dor crônica: dura mais de seis meses.

 

            Avaliação da Dor:

           

            Inclui dados: natureza, gravidade, localização e radiação da dor. É preferível eliminar a causa do que tratar os sintoma.

            Deve-se considerar ainda: histórico da dor, descrição, localização, intensidade, qualidade e padrão da dor, qualquer fator que alivie ou exacerbe a dor, e reação pessoal do indivíduo à dor.

            O sofrimento provocado pela dor não pode ser medido objetivamente.

            Exemplo: avaliação para aferir a intensidade da dor – Escala de Intensidade Dolorosa Numérica (o paciente seleciona o número que melhor representa a intensidade da dor, onde 0 (zero) significa sem dor, e 10 (dez) significa a dor mais intensa imaginável.

 

             

            Manifestações da dor:

 

  1. Dor neuropática: nervos periféricos acometidos por agressão ou doença.

Neuralgia: crises freqüentes repetitivas de dor “cortante” ou pulsante.

  1. Dor regional complexa: dor mais grave do que se espera da lesão; intensa, ardente, profunda ou não e crônica. Persiste após a interrupção do estímulo nociceptivo; envolve alterações vasculares e tróficas na pele, tecidos moles e osso.
  2. Dor Membro Fantasma: dor neurológica; segue-se após a amputação de um membro (até 70% dos amputados vivenciam este processo) pode desaparecer espontaneamente ou persistir por anos.


Escrito por Prof. Adriano às 00h24
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Resumos de Patologia Aplicada

Alterações no Controle Endócrino do Crescimento

e do Metabolismo

 

 

Vários hormônios são essenciais ao crescimento e à maturação normais do corpo, como o hormônio do crescimento (GH), insulina, hormônio da tireóide e androgênios.

Além das suas ações no metabolismo dos carboidratos e lipídios, a insulina tem o papel essencial no processo de crescimento.

As crianças com Diabetes, especialmente aquelas que com controle deficiente, muitas vezes não conseguem crescer normalmente ainda que os níveis de GH estejam normais.

Quando os níveis do hormônio da tireóide se encontra abaixo do normal, o crescimento ósseo e o fechamento das epífises são retardadas.

Os Androgênios, como a testosterona, exercem efeitos anabólicos sobre o crescimento por meio de suas ações sobre a síntese das proteínas.

Os glicocorticóide em níveis excessivos inibem o crescimento devido ao efeito antagonista sobre a secreção de GH.

A secreção de GH é estimulada pela hipoglicemia, jejum, inanição, aumento dos níveis sanguíneos de aminoácidos (especialmente a Arginina) e condições de estresse emocional (traumas), excitação e exercícios rigorosos.

A secreção de GH é inibida por níveis aumentados de glicose, liberação de ácidos graxos livres, cortisol e obesidade.

O distúrbio de secreção de GH, ocasionando atraso do crescimento, não é raro em crianças com privação emocional aguda.

O excesso de GH em adultos acarreta em acromegalia, que envolve a proliferação de ossos, cartilagem e tecidos moles.

 

Distúrbios da tireóide

 

A glândula tireóide é uma estrutura em forma de escudo, localizada imediatamente abaixo da laringe, parte anterior média do pescoço.

É constituída por estruturas denominadas folículos.

O hormônio da tireóide aumenta o metabolismo e síntese de proteínas em praticamente em todos os tecidos do corpo.

Ele também é necessário ao desenvolvimento e crescimento do cérebro em lactentes e crianças pequenas. Os lactentes nascidos com diminuição ou ausência da função tireoideana tem um distúrbio do desenvolvimento mental e físico.

Quando ocorrem em crianças maiores ou adultos, o hipotireoidismo produz a diminuição da taxa metabólica, acúmulo de substância mucopolissacarídea hidrofílica (mixedema) nos tecidos conjuntivos em todo o corpo e elevação do colesterol.

O hipertireoidismo tem o efeito contrário, produzindo um aumento da taxa metabólica e do consumo de oxigênio, maior uso dos combustíveis metabólicos e maior resposta do sistema nervoso simpático.

Diabetes Mellitus

 

O corpo usa glicose, ácidos graxos e outros substratos como combustíveis para satisfazer as suas necessidades calóricas.

Embora os sistemas respiratório e circulatório combinem esforços para fornecer ao corpo o oxigênio necessário para fins metabólicos, é o fígado, juntamente com o pâncreas endócrino que controla o suprimento de combustível do corpo.

O pâncreas é constituído de dois tipos principais de tecido: os ácinos e as ilhotas de Langerhans. Os ácinos secretam sucos digestivos no duodeno e as ilhotas secretam hormônios no corpo.

Cada ilhota é constituída de células beta, que secretam insulina, células alfa que secretam glucagom, e células delta que secretam somatostatina.

A insulina reduz a concentração da glicose no sangue, facilitando o movimento desta para os tecidos corporais. A insulina é o único hormônio que tem um efeito direto de redução dos níveis sanguíneos de glicose. As ações da insulina são: captação da glicose pelas células alvo, e armazenamento da glicose como glicogênio, além de impedir a decomposição dos lipídeos e do glicogênio e aumentar a síntese protéica.

O glucagom mantém a glicose sanguínea, aumentando a liberação da glicose do fígado para o sangue.

As somatostatina inibem a liberação da insulina e do glucagom.

 

DM tipo 1: decorre da perda da função das células Beta e de deficiência absoluta da insulina.

DM tipo 2: distúrbio da capacidade dos tecidos em usar insulina, acompanhado de ausência relativa da insulina ou de distúrbio da liberação da insulina em relação aos níveis sanguíneos da glicose.

Complicações crônicas do Diabetes:

Decorrem dos elevados níveis sanguíneos de glicose e do distúrbio associado aos lipídios e outras vias metabólicas.

Pode ocorrer:

Nefropatia diabética:

Doença renal em estágio terminal por maior demanda de trabalho impostas por níveis de glicose sanguínea não controlada.

 

Ritinopatia Diabética:

Causa importante de cegueira, é estreitamente ligada às elevações da glicose sanguínea e à hiperlipidemia em pessoas com diabetes não controlada.

 

Neuropatias Periféricas Diabéticas:

Altera tanto o sistema nervoso somático quanto o autônomo, decorrem do efeito desmielinizante do diabetes não controlado prolongado.

 

Distúrbios Macrovasculares (Coronariopatias, AVE, etc):

Refletem os efeitos combinados dos níveis de glicose sanguínea não regulados, pressão arterial elevada e hiperlipidemia.

As complicações crônicas do Diabetes são evitadas por medidas visando o controle rígido dos níveis de glicose sanguínea, manutenção dos níveis lipídeos normais e controle da hipertensão.

 

Hipoglicemia:

Ocorre devido ao excesso relativo de insulina no sangue, e níveis de glicose abaixo do normal.



Escrito por Prof. Adriano às 00h18
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